terça-feira, 18 de novembro de 2008

4. Viagens na minha tese

É de facto um privilégio os investigadores terem oportunidade de viajar para ir a conferências, encontros da rede de trabalho, etc. É justificado na medida em que faz sentido trocar experiências com pessoas que trabalham no mesma área que nós, especialmente quando esta vai sendo inventada todos os dias. Não fui a tantas conferências e encontros quanto poderia. Mas de quase todas trouxe qualquer coisa de interessante, que nalguns casos se passou a utilizar no laboratório em Oeiras.

Às vezes esta oportunidade e quase obrigação de viajar não parece tanto um privilégio. Por exemplo, fui umas cinco vezes a Hamburgo e posso dizer envergonhadamente que não conheço Hamburgo. Invariavelmente apanhei um táxi no aeroporto para o sincrotrão, para depois passar vários dias num túnel a fazer experiências com raio-X e cristais de proteínas a 173 graus negativos, dormindo e alimentando-me quando era mais conveniente para os cristais, para voltar a enfiar-me num táxi directo para o aeroporto. O mais que me aproximei de Hamburgo foram os arredores. Peguei numa bicicleta, mas não consegui chegar ao centro, tinha que voltar para os meus cristais, o recreio tinha acabado. Mas sei que Hamburgo tem uma zona portuária magnifica e uma rua só com prostitutas. Nunca vi nada disso, mas contaram-me! Um dia hei-de lá ir. Mas para a próxima, apanho o autocarro.

10, 9, 8, 6, 5

2 comentários:

Gisa disse...

Olá,

Queria felicitar-te pelo dom para a escrita e para a "descomplicação" da ciência. Aproveito para desejar boa sorte para sexta.

Um beijinho

Gisa

picuinhas disse...

Dizem que tambem foi lá que os Beatles comecaram rumo ao infinito e a eternidade. Os bifes de carne picada que hoje sao os hamburgueres, comecaram por ser bifes de Hamburgo. O mercado posso dizer-te que é espectacular. Há uns anos havia um gajo que conseguia vender um camião de bananas numa manhã. Não sei se ainda faz o mesmo. Mas o schnappsaholics continuam na mesma, quase de certeza. O peixe é ok, mas prefiro o garfo portugues. Das "mulheres da vida" não sei bem... ainda, pelo menos. Do sincrotrão é que fiquei a saber um pouco mais agora. Acho que sabes algo que muitos Hamburgueres não sabem...

Bom, isto foi só um blablabla para te dar um abraco de vespera, porque sorte nao precisas! :-)

Ate amanha, picuinhas

P.S. A ignição parece que vai começar antes de findar a contagem, não? Espero que os motores aguentem...